O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu na madrugada desta quarta-feira (28), aos 70 anos. Ele estava internado desde domingo (25/10) no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, após dar entrada com uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
Guerrinha, como era mais conhecido, marcou gerações com frases de efeito e um talento inato para análises sarcásticas e espirituosas dos eventos que cobria.
Natural de Porto Alegre, Guerrinha enfrentava problemas de saúde, entre eles artrite e artrose. O jornalista deixa a esposa, Kátia, as filhas Michele e Karine e os netos João Vitor, Manoela e Eduarda.
O velório ocorreu na tarde desta quarta-feira no Crematório Metropolitano, em Porto Alegre e a cerimônia de despedida as 19h.
Formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha iniciou a carreira jornalística na década de 1970, no Jornal Hoje, do Grupo RBS. Também trabalhou na Folha da Manhã e no Correio do Povo, onde cobriu corridas de cavalos, uma modalidade que marcou o início de sua trajetória profissional. Ele era filho do radialista Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra.
Em 1983, retornou ao Grupo RBS, onde atuou em diferentes veículos e plataformas. Passou pelo jornal Zero Hora, pelo Diário Gaúcho e por programas esportivos da TVCom. Na Rádio Gaúcha, consolidou seu reconhecimento como comentarista de futebol e participante do tradicional programa Sala de Redação.
Conhecido por assumir publicamente sua torcida pelo Internacional, Guerrinha tornou-se uma das vozes reconhecidas do debate esportivo no Rio Grande do Sul. Seu estilo direto, marcado pelo humor e por opiniões contundentes sobre a dupla Gre-Nal, atravessou gerações de ouvintes e telespectadores e consolidou seu lugar na história da comunicação esportiva gaúcha.