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com ALEXANDRE DE SOUZA

Agricultura

AGCO aplica inteligência artificial para produzir tratores sob medida

AGCO aplica inteligência artificial para produzir tratores sob medida
Foto: AGCO/Divulgação
  • 05/01/2026 - 19:45
  • Atualizado 05/01/2026 - 19:48

O grupo AGCO, dono das marcas de máquinas agrícolas Massey Ferguson, Valtra e Fendt, colocou em prática um sistema de inteligência artificial que auxilia em uma das etapas da engenharia de produto: a auditoria das regras de configuração dos tratores. A tecnologia foi desenvolvida no Brasil e está em operação na fábrica de Mogi das Cruzes (SP).

O objetivo da empresa é atender as diferentes necessidades, como o tipo de plantio, condições do terreno e tamanho da operação. Para atender a essas demandas, um mesmo modelo de trator pode ser fabricado em diversas versões, por exemplo, rodagem dupla, piloto automático ou sistema de telemetria.

A companhia explica que, quando uma peça é alterada no projeto de um trator, outras podem precisar de adaptação. Com o auxílio dos técnicos e da IA, todos os sistemas são integrados na montagem da máquina, para garantir o funcionamento correto dos sistemas.

“Existe um conjunto de regras técnicas que precisa ser validado antes do início da produção para garantir 100% do funcionamento do trator. Foi justamente nesse ponto que identificamos o potencial da inteligência artificial, que hoje está sendo testada em fase de prototipação para apoiar no processo”, explica Fabrício Natal, vice-presidente Global de Engenharia da AGCO.

A validação das regras técnicas necessárias para o funcionamento do maquinário envolve o cruzamento de informações entre documentos que reúnem todas as regras de configuração do produto. Antes disso, essa conferência era realizada de forma manual, o que exigia tempo e atenção dos especialistas.

Ainda em fase de testes, a primeira versão da inteligência artificial demonstrou potencial para gerar uma economia equivalente a aproximadamente 240 horas de trabalho mensais, segundo a AGCO.

Segundo Paulo Vilela, diretor de Engenharia de Sistemas da AGCO, a automação está em testes. “Prevemos ganhos que poderão ser revertidos em mais valor agregado dentro da engenharia, especialmente em atividades que exigem o olhar humano e não podem ser automatizadas”, ressalta o diretor.

As informações são do site Globo Rural