O Rio Grande do Sul perdeu nesse domingo (02/08) um de seus maiores ícones culturais. Bagre Fagundes morreu aos 86 anos, em Porto Alegre, deixando uma trajetória marcada pela defesa das tradições gaúchas e coautoria do “Canto Alegretense”. Internado desde maio, o artista não resistiu a complicações de parada cardiorrespiratória provocada por engasgo durante almoço em sua casa.
Aberto ao público, o velório será realizado no Palácio Piratini, a partir das 10h desta segunda-feira (03/08).
Em manifestação oficial, o governador Eduardo Leite enalteceu a contribuição do artista: “Ele parte, mas deixa exatamente o que sua própria obra anunciava: um legado que permanecerá vivo na cultura, na tradição e na música do nosso povo”.
Bagre deixa a esposa, Marlene Vilaverde, e os filhos Ernesto (Neto), Euclides, Luciana e Paulinho.
Trajetória e legado
Nascido em Uruguaiana e criado em Alegrete, cidades na Fronteira Oeste do RS, Euclides “Bagre” Fagundes Filho fez da música o seu principal caminho. Ao lado de três filhos e do irmão Nico Fagundes (falecido em 2015), integrou Os Fagundes, grupo que se tornou uma das maiores referências do regionalismo gaúcho e ajudou a difundir os costumes e a identidade do Estado para diferentes gerações.
Em parceria com Nico, também participou da criação do emblemático “Canto Alegretense”. Inspirada na ligação dele e dos irmãos com Alegrete, a obra ultrapassou as fronteiras do município e se transformou em um símbolo de pertencimento e orgulho para os sul-rio-grandenses.
Ao longo de décadas de carreira, Bagre participou de festivais, programas de rádio e televisão, além de apresentações dedicadas à preservação da música nativista. Com sua voz e sua atuação no tradicionalismo, consolidou-se como uma das figuras mais representativas da cultura gaúcha.
As informações são do jornal O Sul
Postado por Alexandre de Souza - Rádio Colonial