A execução da Operação Terra Forte apresenta avanços no município de Alegria, com a liberação de recursos aos primeiros beneficiários e a realização de seminário sobre solos. O Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática, coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executado pela Emater/RS-Ascar, promove ações em recuperação do solo e capacidade produtiva, adequações das atividades de impactos ambientais e na melhoria das condições sociais, envolvendo a soberania alimentar e a qualidade dos alimentos. A proposta é fazer frente às recorrentes emergências climáticas que afetam o meio rural gaúcho, buscando não apenas reparar danos, mas também promover práticas sustentáveis que contribuam com a resiliência mediante a eventos extremos.
Na quarta-feira (24/06), três produtores receberam os cartões-cidadão com a disponibilização de até 30 mil reais por beneficiário. Os recursos serão destinados para a execução de melhorias nas propriedades, nos âmbitos produtivo, social e ambiental, conforme Plano desenvolvido pela família em conjunto com a Emater/RS-Ascar. "Com isso, quase um milhão de reais começam a ser disponibilizados para melhorias diretas nas propriedades de 32 famílias rurais de Alegria através da Operação Terra Forte", destaca o extensionista rural Arlindo Almeida.
Outros oito produtores integrantes da primeira etapa participaram do ato, que orientou para a correta utilização do cartão e dos recursos, visando assegurar a adequada destinação e prestação de contas de sua aplicação.
Na sequência, o grupo participou do Seminário sobre Manejo do Solo e Água, oportunidade em que foi destacada sua relação com o êxito da produção agropecuária e da manutenção das estradas, a partir do exemplo local e do resgate do trabalho de conservação do solo realizado pela Emater/RS-Ascar no município desde a década de 1980.
No âmbito da Operação Terra Forte, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Arlindo de Almeida apresentou resultados de pesquisas sobre a importância de práticas como o terraceamento, a semeadura em contorno e a rotação de culturas, os quais dialogam também com a Lei Municipal nº 247/1993, que estabelece a largura das estradas e faixa de domínio e proíbe o deságue da lavoura na estrada.
O extensionista rural salienta a satisfação com a avaliação positiva dos mais de 40 participantes do Seminário, que destacaram a oportunidade de ampliação do conhecimento sobre as práticas conservacionistas e sua relação com os resultados da produção, a conservação das estradas e a gestão e retenção da água da chuva na propriedade.