Ouça agora

ESTAÇÃO 94,7

com JEFERSON PERCOSKI

Polícia

Gerente e funcionário de banco são presos em Palmeira das Missões

Gerente e funcionário de banco são presos em Palmeira das Missões
Foto: Polícia Civil do RS/Divulgação
  • 20/01/2026 - 12:55
  • Atualizado 20/01/2026 - 12:55

O gerente-geral e um funcionário de uma agência do Bradesco foram presos preventivamente em Palmeira das Missões, durante operação da Polícia Civil nesta terça-feira (20/01). Eles são suspeitos de usar dados de clientes idosos e até mesmo de pessoas já falecidas para realizar empréstimos e sacar os valores.

Além dos dois, a esposa do gerente também foi presa. Ela seria responsável por realizar os saques indevidos. Saiba mais abaixo

O grupo é responsável por fraudes que superam R$ 2,4 milhões.

Segundo a Polícia Civil, o furto mediante fraude praticado pelos criminosos se diferencia pela complexidade e por ser operado de dentro da instituição financeira. O grupo era composto pelo gerente-geral da agência, por um operador de sistema e familiares.

Eles monitoravam e selecionavam contas inativas pertencentes a clientes vulneráveis (idosos entre 81 e 96 anos) e até mesmo pessoas falecidas. Para contornar os rigorosos mecanismos de segurança, o operador do sistema inseria a sua própria digital nos leitores biométricos. Fraudulentamente, registrava no sistema que os clientes idosos seriam “analfabetos”, justificando a ausência de assinatura física e validando a operação com a biometria do próprio funcionário do banco.

O gerente-geral, utilizando credenciais de alto nível, alterava os cadastros das vítimas, atribuindo-lhes rendas fictícias astronômicas (chegando a R$ 2,5 milhões) para elevar artificialmente o score de crédito. Com o crédito aprovado, eram realizados empréstimos pessoais vultosos sem garantias reais.

Para evitar o rastreio digital, os valores eram sacados em espécie. Uma integrante do grupo (esposa do gerente), utilizando disfarces como moletom e capuz para dificultar a identificação pelas câmeras de segurança, realizava saques fracionados que totalizaram mais de R$ 1,4 milhão em dinheiro vivo.

Investigação

A investigação iniciou após a detecção de inconsistências graves nas operações de crédito da agência. Por meio de um trabalho de inteligência cibernética e análise de logs de sistema, a Polícia Civil conseguiu mapear a estrutura do grupo.

Foi identificado que o gerente-geral atuava como mentor intelectual, chancelando as fraudes, o funcionário subordinado executava a fraude biométrica e o núcleo familiar atuava na logística de saque e lavagem de capitais.

Com informações do G1 e do jornal O Sul