A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Três de Maio, Kelly Salazar, informou em entrevista à Rádio Colonial, que, embora a nova etapa da campanha de vacinação contra a Covid-19, coordenada pelo Ministério da Saúde, tenha início hoje em todo o Brasil, a vacinação na Unidade Central da Saúde em Três de Maio ocorre somente nas terças e quintas-feiras, pois as prefeituras têm autonomia para organizar a imunização. Assim, o novo imunizante da Pfizer será aplicado em nosso município em idosos acima de 70 anos e pacientes imunossuprimidos somente a partir de amanhã (27/02).
Na semana passada já foram vacinadas as pessoas que vivem em instituições de longa permanência (ILP).
A meta estipulada pelo ministério é vacinar 90% da população-alvo. Veja calendário:
27/02: Pessoas acima de 70 anos; pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILP); pacientes imunocomprometidos (entenda mais abaixo) a partir de 12 anos; e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
06/03: Pessoas de 60 a 69 anos;
20/03: Gestantes e puérperas;
17/04: Trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente a partir de 12 anos, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e funcionários do sistema de privação de liberdade.
Essa vacina protege também contra as subvariantes da Ômicron do vírus. Para isso, é usada a tecnologia do mRNA com dois códigos genéticos. No caso da Pfizer, está sendo usado o código da cepa original do coronavírus e o da variante Ômicron, que é a predominante nas infecções recentes no mundo todo.
Diferentemente das imunizações tradicionais, que usavam uma versão morta do vírus para que o corpo pudesse produzir anticorpos, as vacinas de mRNA são uma inovação na forma de fabricar imunizantes.
O mRNA tem a função de carregar as informações necessárias para a síntese proteica. Esses dados são captados pelos ribossomos (organelas que, entre outras funções, sintetiza, proteínas dentro das células). A partir disso, o corpo é capaz de produzir uma proteína específica, a proteína S, usada pelo vírus para invadir as células saudáveis.
Assim, os anticorpos e linfócitos T, que fazem parte do sistema imunológico, podem aprender essa informação para combater a proteína de um vírus real. Portanto, é possível imunizar uma pessoa sem que o corpo tenha contato com o vírus, usando apenas um código genético.
Se o indivíduo não recebeu dose alguma ou só uma dose da vacina monovalente, a recomendação é completar o esquema de duas doses de monovalente para, posteriormente, receber a dose de bivalente, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerentologia. Aqueles que receberam duas ou três doses da monovalente estão aptos a receber a injeção de bivalente, desde que respeitado o intervalo mínimo de 4 meses entre as aplicações.
O intervalo de quatro meses da dose mais recente deve ser respeitado para receber a dose bivalente.
A variante Ômicron do coronavírus é considerada mais contagiosa e já provocou ondas de infecções em várias partes do mundo.