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Agricultura

Ministra da Agricultura visita propriedade que perdeu todo o milho em Santo Ângelo

  • 12/01/2022 - 17:18
Ministra da Agricultura visita propriedade que perdeu todo o milho em Santo Ângelo
Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, desembarcou no Aeroporto Regional de Santo Ângelo antes das 9h desta quarta-feira (12 de janeiro). Tereza Cristina foi ao Noroeste Gaúcho, acompanhada de representantes do Banco Central e do Banco do Brasil, para conferir os prejuízos causados da estiagem, com perdas acima de 60% já estimadas para o milho e cerca de 25% para a soja. A ministra visitou a propriedade da Família Segatto, no distrito de Buriti, em torno de 18 quilômetros distante do centro do município. Nos 10 hectares plantados com milho, o prejuízo é praticamente total, segundo informou o proprietário Dirceu Segatto à Rádio Sepé Tiaraju, de Santo Ângelo.

Depois da visita,  Tereza Cristina se reuniu com lideranças do setor na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), onde recebeu a pauta de reivindicações elaborada pelas entidades em conjunto com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e a Famurs. Entre as demandas estão crédito emergencial ao produtor, flexibilização de garantias aos produtores de leite, aquisição de alimentos da agricultura familiar via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prorrogação das parcelas do Pronaf por 10 anos e descontos para a liquidação de dívidas ativas com a União, além da renovação do pedido de prorrogação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para complementar o plantio da soja no Estado.

Até esta quarta-feira (12 de janeiro), 200 municípios decretaram situação de emergência no Rio Grande do Sul em decorrência da estiagem, sendo que 52 já foram homologadas pelo Estado e 47 reconhecidas pela União. Segundo a Emater, até 7 de janeiro, 195 mil propriedades registravam perdas na agropecuária por conta da estiagem.

De acordo com a ministra Tereza Cristina, no momento é impossível mensurar os prejuízos da estiagem no RS e nos demais Estados atingidos. “Ainda não podemos dar números. Há lavouras que se recuperam, outras não, ainda pode chover, são graus diferentes de recuperação de lavouras. Temos de acompanhar, de monitorar, e fiz questão de vir aqui para vermos o que já podemos propor para mitigar os problemas que os Estados enfrentam. Não queremos que as pessoas abandonem a produção. Procuraremos minimizar, não resolveremos tudo, mas minimizar, se agirmos rápido e agora", explicou.

A agenda da ministra começou no Rio Grande do Sul e continuará, até quinta-feira (13/1), por Chapecó (SC), Cascavel (PR) e Ponta Porã (MS). 

Fonte: Redação