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com PAULO MARQUES

Saúde

Usar máscara é obrigação, afirma ministro da Saúde

  • 30/03/2021 - 10:09
  • Atualizado 30/03/2021 - 10:19
Usar máscara é obrigação, afirma ministro da Saúde
Reprodução TV Senado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu nesta terça-feira (29/03) o uso de máscaras e o distanciamento social por todos os brasileiros. Essas medidas são defendidas por cientistas e infectologistas. Queiroga falou a senadores em audiência pública na comissão temporária criada para acompanhar as ações contra a Covid-19.

O cardiologista assumiu a pasta na semana passada, em substituição ao general do Exército Eduardo Pazuello.

- Se todos os brasileiros usassem máscaras, teríamos efeito quase igual ao da vacinação. Então, usar máscara é uma obrigação de todos os brasileiros, assim como evitar aglomerações fúteis - disse o ministro, em audiência pública na comissão temporária criada no Senado para acompanhar as ações contra a Covid-19.

Pouco depois, o ministro reforçou a defesa de ações não farmacológicas para conter a escalada do vírus no Brasil.

- Do ponto de vista prático, para conseguirmos reduzir essa calamidade, precisamos investir nas medidas de redução de circulação do vírus. Evitar aglomerações, promover o distanciamento social, o uso das máscaras e, a critério de cada estado ou município, de acordo com a situação sanitária, aplicar medidas restritivas mais fortes - afirmou.

Queiroga destacou a importância de uma campanha para evitar aglomerações na Semana Santa. O ministro disse que conversou com um representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para alinhar uma campanha de conscientização dos cristãos sobre o uso de máscaras.

A postura de Queiroga agradou aos senadores. Já havia uma demanda do Senado por uma postura mais alinhada às opiniões dos cientistas.

- As suas palavras já demonstram o quanto você se diferencia e o quanto a gente precisava ouvir isso, diferentemente do que a gente vinha ouvindo por parte de outros ministros, de tudo aquilo que a gente tinha como expectativa - disse Daniella Ribeiro (PP-PB).

Sobre a necessidade de aumentar o ritmo da vacinação no país, o ministro afirmou que o problema é para os próximos três meses, já que grande parte dos imunizantes encomendadas de laboratórios estrangeiros deve chegar no segundo semestre. Ele destacou, no entanto, que o ritmo da vacinação já aumentou, tendo chegado perto da meta de 1 milhão de pessoas imunizadas por dia.

Queiroga disse contar com as vacinas produzidas pelo Instituto Butantan (CoronaVac) e pela Fiocruz (AstraZeneca) para cumprir o calendário. Ele ressaltou, porém, que ouviu do Butantan a informação sobre e atraso na distribuição dos ingredientes para produção dos imunizantes. Nesse caso, o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) é importado da China. 

Para Queiroga, é “legítima” a intenção da iniciativa privada de comprar vacinas, seja para doar integralmente ao Programa Nacional de Imunização (PNI), seja para vacinar seus trabalhadores com uma parte e doar a outra parte. Ele foi cauteloso com essa possibilidade, ao lembrar a necessidade de “ajustes regulatórios”, mas mostrou-se aberto à ideia. 

Fonte: Agência Senado